Ego, como lidar com o seu ?

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A maioria das pessoas talvez não saiba, mas o ego é um dos responsáveis diretos por todas as reações psicológicas que ocorrem em nossas mentes. Muitos acreditam que nascemos sem o ego e ele vai sendo construído a partir das experiências do dia a dia: cheiro, toque, paladar e as mais variadas sensações que a vida pode proporcionar, apresentadas pelo mundo exterior e essencialmente pela convivências com outras pessoas.

De certa forma, todos os sins e nãos que recebemos durante o crescimento desde criança vai estruturando o nosso caráter. O sucesso ou fracasso recebem influência do eu interior, que quando não entendido pode causar um verdadeiro estardalhaço.

É muito importante entender que o núcleo da personalidade de um indivíduo é quem gerencia, organiza, avalia, determina todos os acontecimentos e principalmente os leva a encontrar desafios para superá-los ou simplesmente fugir deles.

O ego controla o que você pode fazer dentro da realidade e o que de acordo com suas condições você jamais poderá executar. 

Ego é a palavra latina para “eu”. O resto de nós geralmente usa o ego para significar o senso de valor próprio, exagerado ou não. Quando usado no sentido “exagerado”, o ego é quase a mesma coisa que presunção.

A psicologia do ego é uma escola de psicanálise que se originou no modelo ego-id-superego de Sigmund Freud. Depois de Freud, vários proeminentes teóricos da psicanálise começaram a elaborar a versão funcional do ego.

Procurar por si mesmo, tentar encontrar a verdadeira individualidade, buscar compreender os estágios do ego, os desejos, a realidade das frustrações, o superego, egoísmo, egocentrismo, as variações de comportamento humano, pode ser uma saída para solucionar vários equívocos que ocorrem ocasionalmente sem percebermos.

Identidade, ego e superego, possíveis definições

A identidade, o ego e o superego são três conceitos usados para explicar a maneira como a mente humana funciona. E o componente biológico e instintivo que já nasce com o ser humano.

Ego é a mente consciente, a parte de sua identidade que você considera seu “eu”. Se você diz que alguém tem “um grande ego”, então você está dizendo que ele é muito cheio de si mesmo.

O superego consiste em dois sistemas: a consciência e o eu ideal. A consciência pode punir o ego causando sentimento de culpa. Por exemplo, se o ego ceder às exigências da identidade, o superego pode fazer com que a pessoa se sinta mal por meio da culpa.

O egoísmo é quando você não tem competência e experiência para nivelar sua confiança. Esse tipo de ego vale a pena criticar. No entanto, é igualmente prejudicial ser perfeito em seu trabalho, mas minimizar seu valor. Desenvolver ego suficiente para acreditar em si mesmo e confiar em sua dedicação é crucial para o seu sucesso.

Quando o ego está no comando

Quando o ego controla o processo de autorreflexão você não tem chance de ver a causa raiz de seus dramas emocionais, pois o ego reafirma a si mesmo e se esconde na autocrítica. “Ter um ego” é geralmente associado à arrogância e é um termo usado para descrever alguém que pensa que é melhor que os outros.

Em termos psicológicos, o ego é a parte da psique que experimenta o mundo exterior e reage a ele, ficando entre os impulsos primitivos da identidade e as exigências do meio social, representado pelo superego. Neste exemplo, suas ações são semelhantes ao ego, muito parecidas até. Somente especialistas conseguem identificá-las.

Quando o ego espiritual interfere

Na psicologia e nas teorias que surgem do Ocidente, o ego desempenha um papel crucial na psique. Forma o nosso autoconceito e é uma parte essencial da função cognitiva humana.

Por outro lado, no caminho espiritual o ego pode ser uma obstrução à iluminação. Quando não se consegue identificar o que as suas crenças podem causar em sua mente, na maioria das vezes a pessoa acaba achando que é um ser iluminado.

É exatamente nesse momento que o ego espiritual está ativo no máximo causando pequenas reações que vão mudando sua forma de pensar e agir. Daí por diante, as transformações passam a ser severas, deixando você praticamente cego para a realidade, mostrando apenas o que parece ser óbvio, deixando-o refém de comportamentos estranhos e que em muitas vezes são confundidos com surtos psicóticos.

Autoestima e ego

Você deve estar orgulhoso de si mesmo e ter autoconfiança. O problema do ego é devido à baixa autoestima. Quando as pessoas não confiam, elas têm baixa autoestima, resultando em um grande ego.

Uma vez que você tenha certeza de que não é nada como orgulho, auto respeito ou atitude, mas apenas o ego, pare por um tempo e reflita para que serve esse ego.

Ego sem potencial

Por outro lado, aqueles com força fraca do ego veem os desafios como algo a ser evitado. Em muitos casos, a realidade pode parecer muito complicada de lidar. Esses indivíduos lutam para enfrentar os problemas e podem tentar evitar a realidade através do pensamento positivo, uso de substâncias e fantasias.

Aprendendo a trabalhar o ego com objetividade

Desenvolva um ego que adora mergulhar e explorar novas coisas. Afine seu ego na direção de servir aos outros de tal forma que, quanto mais forte o seu ego se torna, mais você se esforça para ajudar as pessoas. Faça desse comportamento outra parte da sua identidade.

Cronologia do ego na vida das pessoas

A identidade é a parte básica e primordial da personalidade, presente desde o nascimento. Em seguida, o ego começa a se desenvolver durante os primeiros três anos da vida de uma criança. Finalmente, o superego começa a surgir por volta dos cinco anos de idade.

Se o seu ego é fraco, significa que você fica chateado quando sua identidade é desafiada. Se é forte, adapta-se, ajusta-se e continua se movendo. O ego não é bom nem mau, simplesmente faz parte de você.

Ausência do ego

A morte do ego é uma “perda completa da auto identidade subjetiva”. Nas descrições de experiências psicodélicas, o termo é usado como sinônimo de perda do ego para se referir à perda (temporária) do senso de si próprio devido ao uso de psicodélicos, substâncias alucinógenas etc.

As funções do ego em relação a personalidade

A capacidade do ego de distinguir o que está ocorrendo na mente do que está ocorrendo no mundo externo é, talvez, a função mais importante do ego, porque a negociação com o mundo exterior requer a percepção e compreensão de estímulos com precisão.  

Ego e liderança

Líderes que são fascinados pela armadilha do ego estão mais preocupados com a projeção de si mesmos do que com seus objetivos. Eles são consumidos com a forma como aparecem para os outros e o que os outros pensam deles. Eles são tão egoístas que não conseguem pensar no contexto maior.

A funcionalidade do ego

A importância funcional do ego manifesta-se no fato de que, normalmente, o controle sobre as abordagens da motilidade recai sobre ele. A identidade, o ego e o superego são três agentes distintos, porém, interativos no aparato psíquico definido no modelo estrutural da psique de Sigmund Freud. 

Como o ego é visto por muitos

Embora a palavra ego carregue frequentemente uma conotação negativa (como em egocêntrico ou egoísta) na atualidade, o ego tem aspectos positivos e negativos. Do ponto de vista positivo, ego significa simplesmente um senso sólido, saudável e forte de si mesmo. O ego a esse respeito é essencial nos negócios.

A autodefesa da personalidade

Usamos mecanismos de defesa para nos proteger de sentimentos de ansiedade ou culpa. Essas emoções surgem porque nos sentimos ameaçados ou porque nossa identidade ou superego se torna muito exigente. Quando se tornam desproporcionais (isto é, usadas com frequência), desenvolvem-se neuroses, como estados de ansiedade, fobias, obsessões ou histeria.

O mecanismo de defesa é um mecanismo psicológico inconsciente que reduz a ansiedade decorrente de estímulos inaceitáveis ou potencialmente prejudiciais. Mecanismos de defesa podem resultar em consequências saudáveis ou insalubres, dependendo das circunstâncias e frequência com que o mecanismo é usado.

Mecanismo de defesa psicológico subconsciente usado para evitar a dissonância cognitiva, ou o desconforto mental e a ansiedade causados por uma pessoa ter valores, cognições, emoções, crenças, etc, dentro de si.

A batalha interna para entender como lidar com o ego

Estar preparado para tentar entender a si mesmo é um dos maiores desafios que as gerações estão enfrentando há centenas de anos, mas que se transformou numa verdadeira batalha para as novas gerações.

Isso acontece porque herdaram de seus pais comportamentos associados a uma série de conflitos, deturpações, desvio de conduta ética e moral, racismo e intolerância. Saber como agir, sem se deixar influenciar pelo momento em questão, é uma grande provação.

Os que observam mais e falam menos acabam envoltos num mundo muito particular que às vezes os leva para conflitos internos perturbadores. Falar demais não significa ser extrovertido, na realidade dos fatos, em muitos casos pessoas com esses perfis são as mais solitárias. O ideal é saber dosar na medida certa o aprendizado sobre o ego, pois ele é quem vai definir a sua personalidade.

Uma sugestão para você aprofundar um pouco mais não só no assunto ego, mas na área do conhecimento pessoal é ler um desses livros: As sete leis espirituais do sucesso, O Monge e o Executivo, O Poder do Agora, Letting Go: The Pathway of Surrender, Liberte-se do Passado.

Se este artigo de alguma forma ajudou você a entender mais sobre ego, inscreva-se para receber nossas newsletter, ou tirar dúvidas sobre qualquer tema em nosso site.

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